segunda-feira, outubro 03, 2005

Bem Vindos

Estamos em uma pequena cidade sueca no início dos anos 1970. Amores, crenças e paixões colocados à prova a cada instante. Uma casa dividida entre cerca de dez pessoas com objetivos semelhantes - um casal que prega o amor livre, outro que acabou de se separar (a mulher virara lésbica), um homossexual, algumas crianças, outro casal com crenças mais fortes no anarquismo. Além de roupas características dos hippies, a casa não tinha televisão e lá eles não comiam carne. O clímax vem com a chegada de estranhos ao ambiente e uma série de transformações no pensamento de cada um daqueles que viviam sob o mesmo teto.

O filme é o Bem Vindos, do diretor sueco Lukas Moodysson, que assisti pela primeira vez em 2001, nos tempos de cursinho. Assisti novamente ontem e, apesar de gostar bastante, todo aquele cenário de contradição me pareceu mais familiar. É um ótimo retrato de uma sociedade quase distante da nossa. Recomendo!

************************************************

É contraditório como eu me afasto, mesmo sentindo falta, e me reaproximo, já não sentindo tanta falta, de muitas pessoas. Neste final de semana revi pessoas que já foram muito importantes alguns anos atrás, na minha vida de início de trabalho sério. Havia me esquecido do quanto algumas delas me incentivavam, em diversos assuntos. Mesmo timidamente e sem que elas percebessem, amadureci bastante com o convívio. Deu saudade, mesmo que não acompanhada de alguma vontade de voltar atrás.

************************************************

"Sempre haverá entre nós o amor. Sempre haverá entre nós o tempo. Sempre haverá entre nós as horas." É assim, ou mais ou menos assim, que termina e que começa o filme As Horas.

Também revi esse filme no final de semana e a primeira vez que assisti foi em um carnaval remoto, de 2003 ou 2004, não consigo lembrar.

Três mulheres aparentemente muito bem - com maridos ótimos, bem sucedidas na carreira, com vários amigos e bens materiais - têm crises pela falta de algo que não sabem o que é. Todas querem mudar a vida de alguma maneira, mas se culpam por jogar fora vidas aparentemente perfeitas.

Não consigo me prender a alguma vida, não consigo ainda criar raízes nem achar que as coisas devem continuar como estão. Tudo está acontecendo e mesmo assim não quero continuar com tudo isso por muito tempo. O que não significa, no entanto, que eu não esteja gostando de todas as novidades. Precisava aprender a me focar. Foco, Lúcia! Foco!!!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Leis de compensações

Tenho me encantado com crianças. Com a ingenuidade delas. Com a sinceridade delas. As conversas quase adultas com minha irmãzinha me fazem melhor. Ela é uma das pessoas que me faz ter mais vontade de viver intensamente.

********************************************************

Voltei ontem de Curitiba debaixo de chuva e sempre que volto de viagem me sinto melancólica. Cada despedida que vejo na rodoviária me faz lembrar de várias outras. Viajar vicia, a gente se acostuma fácil. Começo a achar que também nos acostumamos a despedidas. Isso já não me dá tanto medo.

********************************************************

Vou começar a natação. E comprar um computador. E guardar dinheiro para fazer intercâmbio. E se os gnomos não atrapalharem, pôr em prática muitos outros planos. Alguém sabe onde dá pra comprar tempo a preços de banana?